sábado, 14 de maio de 2011

As mais nobres pertencem aos mais vagabundos...



Por mais elegante, chique e bem comportada que uma mulher seja, ela vai se descabelar toda por causa de um vagabundo. É, ela vai descer do salto quando tiver ciúmes, vai chorar litros de lágrimas quando brigar com ele, vai dizer palavrões, coisas bizarras, mandá-lo para onde o sol não bate. É assim mesmo. Sempre irá haver uma sofisticada dama que morrerá de amores por um belo vagabundo.

[Autor desconhecido]

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O tempo existe,e machuca...



…Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.
Eu sei,não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu Não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu patio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória,sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR”.

[Martha Medeiros]

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Deixa o tempo...



Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim”.

. Caio Fernando Abreu .

quarta-feira, 4 de maio de 2011




Visto de perto realmente ninguém é normal, todos temos defeitos, qualidades, pirações. Mais o que torna um ser humano diferente do outro é a sua capacidade de sentir, de se doar sem pedir nada em troca, de tentar enxergar o lado bom que o outro tem, o que torna alguém especial não são suas roupas de grife, nem o quanto tem na carteira, e sim o brilho nos olhos,um sorriso,um simples toque. Não se iluda procurando tanto o que nunca existiu, esqueça toda a sua bagagem leve apenas o que te faz feliz. Oportunidades são únicas,o tempo não para pra concertamos nossos erros.Viva a tua loucura,goze da sua liberdade,creia no impossível,se joga em quanto é tempo,porque você no final o que se leva, é só lembrança daquilo que ficou pra trás!

primeiro eu,segundo eu,terceiro eu...


Tudo bem eu passei por cima dos meus sentimentos,do meu orgulho por você,mais desta vez não estou disposta a sofrer,alguma coisa em mim andou voce me entende? esse tempo que voce se distanciou,você de alguma forma se perdeu de mim,e não sabe da metade do que aconteceu,do quanto eu sofri,mais tambem fui feliz.Não vou negar que ainda te amo,mais não como antes,nada é como antes,nem eu,nem você.Agora sou eu que quero liberdade,eu que quero mais amigos,menos drama,menos sofrimento.Se você vacilar ,imediatamente é eliminado do meu coração.Ta me achando fria? Desculpa,foi você quem me ensinou a ser assim.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Desistir?




"Fico pensando se viver não será sinônimo de perguntar. A gente se debate, busca, segura o fato com duas mãos sedentas e pensa: “Achei! Achei!”, mas ele escorrega, se espatifa em mil pedaços, como um vaso de barro coberto apenas por uma leve camada de louça. A gente fica só, outra vez, e tem que começar do nada, correndo loucamente em busca dos outros vasos que vê. Cada um que surge parece o último. Mas todos são de barro, quebram-se antes que possamos reformular as perguntas. E começamos de novo, mais uma vez, dia após dia, ano após ano. Um dia a gente chega na frente do espelho e descobre: “Envelheci.” Então a busca termina.

[Caio Fernando]