sexta-feira, 29 de abril de 2011

E ainda existe tanto em mim...


Queria esqueçer,botar um ponto final em tudo isso.verdadeiramente me cansar,me delisgar,mais como? Se não consigo ao menos parar de pensar em tudo isso? Não quero me transformar em alguem muito frio,mais reconheço que é dificil,que as vezes me parece impossivel,mais me diz como esqueçer? Como matar um sentimento que é bem mais forte até que vontade de viver? Te escrevo porque sinto que as minhas forças a cada segundo estão se esgontando,e quero que certeza que eu,somente eu te amei de um jeito tão avassalador,tão verdadeiro.Mais voce nunca teve tempo de enxergar o que estava a sua frente.Porque sempre procurou tão longe a felicidade? Se eu estava bem aqui.francamente ainda te espero depois de tanto tempo sem saber se um dia me reconstituirei dos pedaços que me tornei,porque parte de mim eu sei voce levou,e não sei se um dia me devolverás.Agora sou eu,eu e minha solidão tentando recolher os cacos que ficaram de mim.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Presciso de voce que tanto amo,e nunca encontrei...



Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico Bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço.Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.

[Caio Fernando Abreu]

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Manter a pose cansa!




"Eu briguei com meu coração. Disse que jogasse o amor antigo fora. Ele deu nó. Coração não entende ordens. De um lado a razão exigindo. De outro o coração tentando. A verdade é que nem tudo sai como o planejado. Mas a gente tenta. Um amigo meu me disse que fica surpreso como eu racionalizo os sentimentos. Eu perguntei se falava de mim. Acho que sofro calada. Calada. Maquiada. E de salto alto. Mas manter a pose cansa. Cansa ser racional. Cansa enganar o coração. Cansa ser forte. A verdade é que hoje eu vi um livro que você me deu e chorei calada. Porque é feio chorar por amor perdido. Mas… Quer saber? Estou com sinusite. E não estou nem aí para escrever bonito. Quero respirar de novo e amar alguém como um dia eu te amei. Alguém aí acredita em segundo amor?"


[Fernanda Mello]